Paul McCartney realizou hoje uma coletiva de imprensa para falar sobre seu novo álbum, “Kisses on the Bottom”, que contém algumas músicas tradicionais que inspiraram os Beatles. McCartney falou das canções clássicas americanas que escutava quando pequeno e que gravou neste disco. O álbum começará a ser vendido no próximo dia 06 de fevereiro no Reino Unido.
“Kisses on the Bottom” possui 14 canções que seu pai costumava tocar no piano e que ele escutava sentado sobre o carpete de sua casa em Liverpool.
O disco, cuja capa é uma foto de McCartney tirada por sua filha Mary, contém ainda duas canções compostas pelo músico: “My Valentine” e “Only Our Hearts”, com participações de Eric Clapton e Stevie Wonder.
Durante a coletiva, que foi transmitida ao vivo pela internet, McCartney considerou que músicas como “It's Only a Paper Moon” e “I'm Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter” são autênticas “joias”, “muito bem elaboradas” e que, depois, serviram de música de fundo enquanto os Beatles compunham seus próprios sucessos.
O beatle, admirador de Fred Astaire e de compositores como Harold Arlen e Cole Porter, decidiu lançar o disco por acreditar que todos eles deviam ser reconhecidos.
Sobre “My Valentine”, inspirada em sua mulher, Nancy, o lendário músico britânico admitiu que foi muito fácil compô-la e que ela surgiu enquanto os dois estavam de férias no Marrocos. Ele descreveu que nesse dia chovia, mas, como havia um piano no hotel, o cantor decidiu compor a música enquanto os garçons limpavam o salão ao término de mais uma jornada de trabalho.
“A canção surgiu, se escreveu sozinha, é difícil acreditar que saiu tão facilmente, ela (Nancy) foi a inspiração. É uma canção especial para nós”, afirmou.
Paul também lembrou o sucesso dos Beatles e comparou seus tempos gloriosos com a música atual. “Há boa música, como o Coldplay, mas os Beatles foram tão especiais. Foram especiais pelo momento em que surgiram, como estava o mundo então, podíamos fazer quase tudo pela primeira vez”, ressaltou.
“Agora é difícil fazer o que os Beatles fizeram, não são tão bons como os Beatles”, brincou. “É difícil reunir quatro pessoas que estavam em tamanha sintonia”, acrescentou.
Também lembrou a boa resposta que recebeu do público quando se apresentou no ano passado na América Latina. “Foi como a beatlemania. Contar com essa resposta foi muito bom, a pessoa se sente muito bem”, frisou.
Com 69 anos, McCartney não pensa em aposentar-se porque a música é sua paixão e acredita que se aborreceria se deixasse de trabalhar. “Adoro o que faço, esse é o grande segredo. O que vou fazer? Sentar-me diante da televisão?”, comentou o músico.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
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